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definição - sapato

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dicionario analógico

sapato[ClasseHyper.]

chausser (fr)[CeQuiEst~]

sapato (n.)




Wikipedia

Sapato

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Sapato social masculino
Sapato feminino de salto-alto

Sapato é a peça do vestuário que possui a finalidade de proteger os pés.Nos países frios, o mocassim e as botas servem como protetores e aquecedores para os pés, ao passo que, nos países mais quentes, usa-se mais a sandália e o chinelo, protegendo o pé, mas sem o abafar.
Hoje, esta peça transcendeu sua finalidade inicial e serve como adorno e acessório de moda, tendo também uma função social.

Índice

Origem

Ficheiro:Hallstatt 5924.JPG
Sapato de couro de 800 a 400 a.C. no Museu Hallstatt, na Áustria

Muitos atribuem aos egípcios a arte de curtir couro e fabricar sapatos, porém, existem evidências de que os sapatos foram inventados muito antes, no final do Período Paleolítico.
Existem evidências que a história do sapato começa a partir de 10 mil a.C., ou seja, no final do Paleolítico, pois pinturas desta época, em cavernas na Espanha e no sul da França, fazem referência ao calçado.

Entre os utensílios de pedra dos homens das caverna existem vários que serviam para raspar as peles, o que indica que a arte de curtir é muito antiga. Nos hipogeus egípcios, que eram câmaras subterrâneas usadas para enterros, e que têm idade entre seis e sete mil anos, foram descobertas pinturas que representavam os diversos estados do preparo do couro e dos calçados.

Reprodução de um sapato alemão de couro do século II

No Antigo Egito, as sandálias dos egípcios eram feitas de palha, papiro ou de fibra de palmeira e era comum as pessoas andarem descalças, carregando as sandálias e usando-as apenas quando necessário. Sabe-se que apenas os nobres da época possuíam sandálias. Mesmo um faraó como Tutancamon usava sandálias e sapatos de couro simples, apesar dos enfeites de ouro.

Na Mesopotâmia eram comuns os sapatos de couro cru, amarrados aos pés por tiras do mesmo material. Os coturnos eram símbolos de alta posição social.

Na Grécia Antiga, os gregos chegaram a lançar moda, como a de modelos diferentes para os pés direito e esquerdo.

Na Roma Antiga, o calçado indicava a classe social. Os cônsules usavam sapato branco, os senadores sapatos marrons presos por quatro fitas pretas de couro atadas a dois nós, e o calçado tradicional das legiões era a bota de cano curto que descobria os dedos.

Na Idade Média, tanto homens como mulheres usavam sapatos de couro abertos que tinham uma forma semelhante ao das sapatilhas. Os homens também usavam botas altas e baixas, atadas à frente e ao lado. O material mais corrente era a pele de vaca, mas as botas de qualidade superior eram feitas de pele de cabra.

Sapatos dos índios americanos no Museu Britânico, em Londres

A padronização da numeração é de origem inglesa. O rei Eduardo I foi quem uniformizou as medidas. A primeira referência conhecida da manufatura do calçado na Inglaterra é de 1642, quando Thomas Pendleton forneceu quatro mil pares de sapatos e 600 pares de botas para o exército. As campanhas militares desta época iniciaram uma demanda substancial por botas e sapatos.

Em meados do século XIX começaram a surgir as máquinas para auxiliar na confecção dos calçados mas, só com a máquina de costura o sapato passou a ser mais acessível.

A partir da quarta década do século XX, grandes mudanças começam a acontecer na Indústria calçadista, como a troca do couro pela borracha e pelos materiais sintéticos, principalmente nos calçados femininos e infantis.


Calçado no Brasil

Utilizados somente como proteção dos pés, com a vinda da côrte portuguesa ao Brasil, em 1808, o comércio sofreu um incremento e os costumes europeizaram-se, passado o sapato a fazer parte da moda. Nesta época os escravoseram proibidos de usar sapatos, mas quando conseguiam a liberdade, compravam um par de calçados como símbolo da nova condição social. Como muitos não se acostumavam a usá-lo, viravam objeto de decoração ou de prestígio, carregando-os, orgulhosamente, nos ombros ou nas mãos.

Apesar de existerem várias sapatarias no Rio de Janeiro para atenderem o mercado da alta sociedade local, o calçado normalmente era importado da Europa. No final do século XIX o modelo básico do calçado era a botina fechada de camurça, de pelica ou de seda para as mulheres mais abastadas, e os chinelos para o restante da população feminina.

Nas décadas de 1910 e 1920 o modelo de sapato feminino mais usado no Brasil era o borzeguim ou a botina, evitando os pés expostos, mesmo que os vestidos já tivessem subido seu comprimento.

No pós-guerra houve uma mudança muito grande na maneira de vestir e de calçar. A mulher passou a sair às ruas, praticar esportes e cuidar do corpo, sendo o tênis inventado nessa época. Além disso, como os vestidos encurtaram, os sapatos ficaram mais à mostra, aumentando a preocupação com a estética do calçado.

Com a crescente industrialização, a confecção de calçados expandiu-se, barateando os preços. A implantanção de rodovias facilitou ainda mais o acesso de melhores calçados à população. A evolução das cidades transformou as ruas de terra em vias calçadas que sujavam menos os pés, eliminando a necessidade do uso de calçados fechados o tempo todo, possibilitando a transformação do calçado em algo mais do que uma peça protetora.

Os sapatos ficaram mais abertos, deixando o peito do pé descoberto, e podiam ter alças em cima do pé e fechadas lateralmente ou tiras na parte traseira ou presas no tornozelo. O conforto era importante, por causa disso, os saltos não eram muitoaltos, e permitiam dançar o jazz e o charleston com facilidade.

No começo do século XX a industrialização do Rio Grande do Sul, junto com a proximidade de matéria-prima, o couro, contribui para a criação de um pólo coureiro-calçadista em Novo Hamburgo, dando início à várias indústrias como as de Pedro Adams Filho. No decorrer do século XX, com a grande expansão industrial do Estado de São Paulo e o crescimento do país, surgiram novos pólos calçadistas no Brasil, como o da cidade de Franca, especializado em calçados masculinos, e o de Birigui, especializado em calçados infantis. A região em torno da cidade de Novo Hamburgo, chamada de Vale dos Sinos, hoje, pode ser considerada a "megalópole do calçado" do Brasil, concentrando mais de 20 municípios especializados na confecção de calçados femininos.

Calçado em Portugal

Portugal tem uma enorme indústria de calçado, de alta qualidade. Várias marcas de qualidade internacionais utilizaram (e continuam a usar) as fábricas de calçado portuguesas para fazer os seus sapatos, melhorando a capacidade técnica dos industriais. Nos últimos anos, verificou-se um acentuado crescimento das marcas e design próprio, apoiado também pela iniciativa particular e pelo Estado, com a criação de centros de design e centros tecnológicos[1], levando a fabricação e qualidade dos sapatos portugueses a patamares superiores.[2]

A industria de calçado em Portugal, está concentrada principalmente no norte do país, nomeadamente em Felgueiras, distrito do Porto. Neste concelho, os industriais têm apostado, sobretudo na enovação e na qualidade dos seus produtos. Com o aparecimento de outros países a fabricarem calçado (China, Índia e outros), a industria Felgueirense "abanou" um bocado mas, fruto do esforço dos fabricantes e dos seus colaboradores e também devido à alta qualidade do produto, conseguiu-se amenizar esse "abanão" que a industria levou neste conselho de Portugal.

Ver também

Fonte de referência

  • SCHEMES, Claudia. Pedro Adams Filho: empreendedorismo, indústria calçadista e emancipação de Novo Hamburgo. Tese. PUCRS. Porto Alegre, 2006.


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Referências


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